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    "Sou Voluntária WIZO e isso me valoriza"

A primeira organização sionista mundial.


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Desafio WIZO
 

Palavra da Presidente

 

Como é difícil escrever estas linhas. Talvez porque eu as entenda como o reflexo do meu trabalho ou, quem sabe, de minha trajetória na WIZO. É dificil escrever algo quando o conteúdo transcende as linhas e palavras e se traduz em sentimentos e ações. Pois é disso que eu vou falar. De meus sentimentos e de nossas ações.
 
      Entrei na WIZO em 1968, com alguns sonhos e muitas dúvidas. Entrei procurando aquilo que fui descobrir já estar dentro de mim. O judaísmo, motivação de meu ingresso nessa organização, foi descoberto aqui dentro. Eu o trazia, mas faltava aprender a distribuí-lo, encontrar os meios de transformá-los em ações que se entendessem além do ato de acender as velas do Shabat, de respeitar os costumes e tradições.
 

     Na WIZO, mitzvá e tzedaká tornaram-se os meus elos com minha religião, com meu próprio judaísmo. Judaísmo que se mistura à família, aos meus filhos e na forma que encontrei de passar-lhes minha história e crenças. Meu judaísmo passa a ser uma prática, e não "apenas" uma religião. 

     Isso tudo é sentimento. Sentimento que se repete ao contemplar tantas de nós, tão diferentes em suas individualidades, mas tão envolvidas e trabalhando intensamente, unidas por um mesmo ideal. Sentimento que renasce em cada atividade, em cada projeto no qual nos engajamos, e que nos lembra que somos incansáveis em nossa missão. Sentimento que me refaz a cada final de dia: realizada, mulher, ativista, judia, chaverá..
     Sim. Isso tudo é sentimento. 

     Falemos então de ações. Ações pautadas em nosso trabalho voluntário, mas sempre amparadas no tripé de nossa organização: continuidade do judaísmo, benemerência e sionismo. São estes pilares que sustentam nossa dedicação e nos fazem mulheres compromissadas com o passado e com a história (continuidade), com as melhores práticas sociais (benemerência) e com o Estado de Israel (sionismo). 

     Ações são concretas, são atitudes claras e consistentes capazes de movimentar e transformar uma sociedade, uma idéia. Ainda assim, escrever é nossa sina. Sina de um povo que não pode apensa fazer, que precisa também escrever para se fazer lembrar. Escrever para continuar agindo, de modo a ter registro do que foi feito. É o caminho que permite criar as bases para o que queremos fazer. Mas ainda, modo de instrumentalizar os que querem começar a fazer. 

     Contudo, palavras podem ser perdidas, escritos podem ser queimados. Ações marcam. Em quem as faz. Em quem as recebe.
 Sim, tudo isso é continuidade. Não esqueçamos, no entanto: nossos netos devem nos ver agindo. Podem ler, é importante que nos escutem, mas assistir nossa ação revela-se fundamental. Devem olhar-nos no presente para que se tornem judeus no futuro. Ela é resultado do presente. 
     Façamos por merecer um futuro que implique na permanência de nossos valores e de nosso judaísmo. Façamos por merecer novas gerações capazes de ler, de escrever e de fazer.

     Façamos por merecer gerações capazes de ser... 
     É pra vocês que eu escrevo. Para nossos netos, eu faço.  

 Eugênia Berlim

 

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